Consciência

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay 

Temos aproximadamente entre 20 mil a 70 mil pensamentos por dia, que estão associados e são formatados através das sensações físicas (tato, paladar, audição, degustação, visão). Fico admirada e muito pensativa ao saber que a visão é muito responsável pelos pensamentos – até porque o olho humano enxerga ao contrário e é o cérebro que coloca a imagem no outro eixo que vemos e entendemos o mundo que nos cerca.
Será que este micro e tão rápido processo interfere na qualidade e quantidade dos pensamentos e na consciência? É bizarro pensar que enxergamos o contrário… Mas é assim que funciona o olho no corpo humano.

Os pensamentos também se formatam por causa das emoções e sentimentos, bem como por micro manifestações sutis (energias).

E sempre me entra uma dúvida se um sonho é também um pensamento… Ou subproduto de pensamentos e sensações… É interessante pensar que o sonho é uma vertente do pensamento (lúcido ou não).

Se os psicanalistas, psicólogos, psiquiatras, enfim os profissionais e cientistas do mundo mental e neurológico, afirmam que os sonhos são manifestações do inconsciente, então o sonho que lembramos faria parte da consciência? E como ficaria os pensamentos randômicos?

Bem, todo esse universo é revestido e modulado por símbolos, imagens e associações aleatórias, conforme a creditação de experiências de cada ser humano em especial.
Acho que quem ou o que inventou o pensamento e suas ramificações se diverte com essa bagunçaiada toda…

Sonhos e pensamentos não são construídos por palavras ou textos. Em compensação nós somos capazes de pensar sobre nossos pensamentos e sonhos, que podem vir a ser traduzidos por palavras (texto).

No entanto, todos estes elementos estão bastante alinhavados com o meio ambiente e a orientação que recebemos. E as que seguimos recebendo.

Foto por Pixabay em Pexels.com

Mas há quem obedece a uma rebeldia interna, uma ousadia multifacetada e padrões aparentemente incoerentes que possuem pensamentos e construções mentais que ultrapassam o comum e se auto iluminam com novas formas de consciência.

Vamos ao ponto.

A consciência… de onde vem? Como nasce? Se desenvolve? Se constrói? Tem tempo? Necessita espaço? Tem tamanho e limte? Depende da ingestão de alimentos ou bebidas? Do que ela depende para existir? Para que serve? Existem formas diferentes de consciência? É um produto neurológico ou experimental da vivência humana? Ela sequencia, detêm e explora valores?

No instante em que observo o Planeta Terra, as manifestações da Natureza e os seres humanos, eu tenho uma observação sobre ela, a consciência – ela é inconstante, criativa, sistêmica, fluída, espasmódica.

E que as emoções (e como as elaboramos) tem um papel muito significativo na consciência.

A velocidade de um pensamento fornecerá uma consciência apurada? Um pensamento rápido pode ser impulsivo, influenciável e ou intuitivo, e um lento pode ser analítico, crítico ou arcaico.

E nem sempre a mente é capaz de fazer valer a consciência. Provável que a mente precise de um “respiro suave” para tocar a consciência.

A consciência vem do “eu”, de como “estou”, e poderia arriscar a afirmar que ela se desenvolve através da percepção que o todo e os demais estão envolvidos no processo (seja qual for).

O espelho mostra minha aparência e não “como estou, quem sou, o que sou”.

Uma pessoa pode fazer parte de um coral, e de repente alguns começam a sair do tom da canção e nem por isso essa pessoa também precisa desafinar. Agora, o legal seria é que ela tivesse uma conduta consciente de que sim, é possível seguir cantando afinada e dentro do possível ajudar que os demais se reencontrarem e se embalem num ritmo mais adequado e afinado.

Um tipo de consciência nasce quando nos damos conta de que algo pode ser mais adequado, aprimorado, mais harmônico. Existe outro tipo de consciência que nasce/desperta em nós quando há um desejo de manipulação.

Claro, ela (a consciência) vai se desenvolvendo e imagino que esta produção nunca termina e que não depende da idade do ser humano.

Do que ela necessita para existir? Vontade. Dor. Necessidade. E será no tempo e espaço que a consciência for necessária para que a pessoa se encaixe no que quer. Ou naquilo que ela não quer. Ou que compreendeu que não pode. A consciência sensata nos aponta onde temporariamente existe o sim e o não e… o que vai além do sim e do não. Sim, existe um campo que vai além do sim e do não.

Foto por Skitterphoto em Pexels.com

Para que serve a consciência? Talvez para seguir adiante com o mais produtivo do “consigo mesmo” e “apesar de”. Consciência ajuda bastante a que seja produtivo desfrutar dos próprios valores e acolher o que é necessário retificar ou aprimorar.

Muitos defendem que uma dieta balanceada pode proporcionar uma melhor sensação física e que isso, automaticamente, deixaria o campo mais aberto no aspecto intelectual e psíquico, que resultaria em experiências mais conscientes. Mas, não se pode afirmar que uma pessoa sem recursos para uma alimentação adequada não tenha episódios de consciência lúcida e produtiva.


E sem sombra de dúvida, há muitos alimentos e bebidas que alteram, dilatam, amplificam e multiplicam estados de consciência.

A consciência possui relação com a moral? É mais provável que seja um dos seus tipos.

E por falar em tipos, eu vou continuar a comentar daqui a pouco sobre isso, porém há algo que eu quero agregar agora. Na língua espanhola há duas grafias “conciencia” e “consciencia”.

Consciencia é o estado de vigília, a compreensão do mal e do bem, dentro dos âmbitos da ética e moral, enquanto que conciencia é o reconhecimento da realidade num patamar mais elevado, metafísico, mentalista, a identificação e apropriação de si mesmo, o entendimento de virtudes.

Interessante, verdade?

Existe vários tipos de consciência… é sério!
Vai desde a consciência física, ou seja, frio, calor, chuva, perto, longe, tempo, etc. e a consciência mais sutil que está correlacionada com valores e índices humanos (claro, conforme sua localização geográfica). E por certo, a consciência religiosa e espiritual. E também a consciência circunstancial – o que é interessante para o eu da pessoa em questão, ela se coloca em estado de alerta e compreende e quando não lhe interessa, despreza a percepção… e seguirá (satisfeita?) com sua consciência debruçada no sono do ignorar, desmilinguida nos braços do comodismo ou desespero. Seja lá qual for o desespero.

Hoje não há verdades e afetos absolutos porque eles se alteram (simbolicamente) tanto como nossos pensamentos diários (entre 20 a 70 mil). E não há mais dúvida estável. Acredito que a ciência rubricaria esta apreciação.

Hoje, o que podemos apenas é nos esforçar é termos conciencia, consciencia, consciência, consciousness, coscienza (em todos os idiomas do MUNDO!), do autocuidado com a nossa saúde, a proteção, a dedicação a higiene e de como nos movemos nos ambientes e como nos portamos em sociedade para minimizar os impactos das enfermidades. Nossa atual geração futura agradece. Irá agradecer se você permitir.

Ter clareza e apropriar-se da bondade interna e externa que é também uma das acepções da consciência. Isso é saudável.

Que esta acepção acima seja permitida e aceita em todos nós, por todos nós.

Texto e pesquisa: Clene Salles

@clenesalles @mitosesimbolos

Foto por Pixabay em Pexels.com

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