As Meninas da Água (Las Mozas del Agua – mitologia Cantábria)

As Meninas da Água (Las Mozas del Agua – mitologia Cantábria)

As Meninas da Água eram muito lindas e símpáticas. Emergiam das fontes, dos mananciais e dos rios, vestidas com capas feitas de fios de prata e ouro.

Eram pequenas e levavam na testa uma estrela da cor das nuvens quando o sol se põe…

Nos dedos da mão direita costumavam usar uns anéis brancos e no pulso da mão esquerda uma argola de ouro com tiras pretas, parecidas com certas gargantilhas que as viúvas usavam muitos anos atrás.

Andavam descalças e suas tranças eram loiras, tão loiras como os cílios de seus olhos. Todas as manhãs emergiam das águas do rio ou das fontes trazendo suas meadas de fios de ouro que fiavam durante a noite.

Como as meadas se encontravam molhadas, eram postas para secar em algum canto ou junto à margem do rio por cima da relva para que se secassem ao sol e enquanto isso elas dançavam de mãos dadas, rindo e cantando canções suaves e alegres.

Ao pisarem no solo, nasciam flores amarelas e avermelhadas. Quando o sol estava a pico, recolhiam as meadas e mergulhavam para seus palácios submergidos nas águas. Se uma pessoa chegasse no exato momento em que as Mozas del Agua estavam retornando para seus palácios e se nesse mesmo instante pegassem uma das flores amarelas avermelhadas, a pessoa teria boa sorte por toda sua vida, nunca lhe faltaria dinheiro e alegrias.

Contudo, dizem que nunca ninguém pode ter consigo estas flores, porque estas se desfaziam como espuma, tão logo que elas, as pequenas meninas entravam no rio com as meadas de ouro que tinham secado ao sol. Se algum jovem conseguisse pegar um fio da meada, este era puxado por elas para seu palácio onde se casaria com a mais bela de todas.

Todos os anos, no mesmo dia de São João, saía o jovem das águas com sua esposa e semeavam pelos caminhos das montanhas uma gargantilha, um anel e um coral que somente as pastoras cristãs podiam ver. As que encontrassem os presentes da Moza del Agua e de seu esposo, teriam o poder de curar todas as doenças com a água das fontes e dos rios e seus rebanhos seriam os mais conservados e os mais bem queridos por todos da montanha…

Tradução: Clene Salles

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Em tempo: há certas variantes, dessa mesma lenda, que nos levam a entender que as meninas (Mozas del Agua) são gêmeas.

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Texto original em espanhol de Cantábria

Las Mozas del Agua eran muy majas y salían de las juentes y de los ríos, vestías con capas de hilos de plata y de oru.
    Eran chicucas y tenían en la frente una estrella del color de las nubes cuando el sol se va…
    En los deos de la mano derecha gastaban unos anillos blancos y en la muñeca de la mano izquierda una argolla de oru con franjas negras apaecía a las gargantillas que usaban las viudas haz muchos años.
    Estaban descalzas y tenían las trenzas rubias, lo mesmu que las pestañas y los ojos.
Todas las mañanas salían del agua del ríu o de la juente con muchas madejas de hilos de oru que hilaban por la noche.
     Como las madejas estaban mojás. las ponían en los cantos o en las yerbas de las orillas pa que se secaran al sol, y mientras se secaban empezaban a bailar agarrás de la mano, riéndose y cantando unos cantares mu suaves y mu alegres.
     Al pisar en el suelu nacían unas flores amarillas y colorás.Cuando el sol estaba un pocu altu, cogían las madejas y se golvían a sus palacios debajo del agua. Si alguna persona llegaba en el momentu en que las Mozas del Agua se golvían a los sus palacios y cogían una de las flores amarillas y colorás, sería dichosa toda la vida y nunca la faltaría dineru y alegrías.
     Pero diz que nadie pudo coger las rosas porque se deshacían como la espuma, cuando las mozas entraban en el ríu con las madejas de oru que habían sacau al sol. Si algún mozu podía coger un hilu de las madejas, las mozas jalaban de él y le llevaban a su palacio onde se casaba con la más guapa de toas.
     To los años el mesmu día de San Juan salía el mozu del agua con la su mujer y sembraban por los senderos del monte una gargantilla, un anillu y un coral que na más que podían ver las pastoras honrás y cristianas. Las que alcontraban los regalos de la Moza del Agua y del su hombre, tendrían el aquel de curar toas las enfermedades con el agua de las juentes y los ríus, y los sus rebaños serían los más tresnados del monti…

De la tradición oral y recogido por Manuel Llano en su libro “Mitos y leyendas de Cantabria”.

Cantábria é uma comunidade autónoma monoprovincial, localizada no norte de Espanha. É limitada a leste pelo País Basco, a sul por Castela e Leão, a oeste pelo Principado das Astúrias e a norte pelo Golfo da Biscaia (também chamado de Mar Cantábrico). A cidade de Santander é a capital e cidade mais povoada. Definida no seu Estatuto de Autonomia como uma comunidade histórica, tem os seus antecedentes no Ducado da Cantábria, nas Astúrias de Santilhana, Irmandade das Quatro Vilas e na Província dos Nove Vales. A primeira referência a este território dá-se em 195 a.C., quando Catão, o Velho, designa o país dos cântabros como local de nascimento do rio Ebro.

Fonte: https://lacuevadeltasugo.blogspot.com/2014/11/las-mozas-del-agua.html

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